sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Capítulo #2 - A fuga



-Advar, ano 201, 4E.

  Logo depois que aquele demônio enegrecido surgiu no céu, as coisas aconteceram em um ritmo que eu não consegui acompanhar: eu fui guiado por Ralof até a torre e ele nos trancou lá dentro, lá dentro também estavam outros soldados e Ulfric, me ordenaram para subir a escadaria até o teto da torre, mas no meio do caminho, a parede foi destruída e aquele dragão cuspiu fogo, eu quase fui inteiramente queimado. Logo que o dragão tirou a cara do buraco, Ralof me ordenou para pular sobre o telhado da antiga estalagem que ficava ao lado da torre, eu pulei e caí no primeiro andar, pois o telhado tinha sido destruído. Fiz meu caminho para o lado de fora, lá encontrei aquele mesmo soldado que estava anotando os nomes para a execução, ele estava com um batalhão de soldados tentando derrubar aquela besta voadora, ele se ofereceu para me guiar até o forte, onde eu ficaria a salvo. Passamos por construções destruídas até nos encontrarmos com Ralof na entrada do forte, ele discutiu com o Imperial com quem eu iria entrar no forte, eles deixaram essa escolha para mim, eu deveria escolher rápido, pois o dragão se aproximava.
Logo entrei com Ralof, lá dentro encontramos o corpo de Gunjar, um outro soldado Stormcloack, Ralof sussurrou algo sobre Sovngarde para ele, em minha vida, poucas vezes eu ouvi falar sobre Sovngarde, eu sabia que lá era o lugar para onde eu iria se eu vivesse com honra, mas isso pouco importava agora. Ralof desatou minhas amarras e falou para eu pegar o equipamento do soldado morto. Depois de vestido e bem armado, Ralof e eu escutamos vozes no corredor, ele me disse que eram soldados do Império, portanto, seus inimigos. Ele me deu a chave da porta que levava ao corredor, encontrei dois soldados, que me atacaram á vista, depois de algum esforço, os soldados estavam mortos aos meus pés, eu nunca havia matado alguém antes, foi horrível ter que matar um semelhante, mas era necessário. Peguei a armadura de metal do soldado mais equipado e me aventurei mais para dentro do forte, lá, acabei tendo que matar mais alguns soldados, Ralof sugeriu que eu pegasse algumas poções em um barril para me curar dos ferimentos, depois alcancei um local onde Stormcloacks lutavam com dois estranhos em roupas Imperiais, ajudei os Stormcloacks. Continuamos adentro do forte, ele agora se assemelhava a uma caverna, passamos por ela até chegar no local onde um urso descansava, Ralof me deu um arco e algumas flechas para o caso de o urso acordar enquanto passávamos para o outro lado, passamos tranquilamente. Depois, vi uma luz, deveria ser a saída, atravessamos o estreito buraco da caverna para o lado de fora, chegando lá, o dragão voava para longe, não sabia para onde. Ralof falou para eu chegar a Riverwood, um vilarejo próximo dali, antes aproveitei para ir ás Rochas dos Guardiões, onde se acreditava que elas concediam atribuições ás pessoas que aceitarem o poder da constelação sob o qual a pessoa nasceu, selecionei a minha rocha, a do Guerreiro, e parti para Riverwood. Lá eu teria certeza que encontraria pessoas que me ajudassem com o problema que tive com o dragão.

Capítulo #1 - O início


-Advar, ano 201, 4E.

  Ainda me recordo do dia em que estava entrando em Skyrim para iniciar uma vida nova, eu somente queria fugir da perseguição que sofria em Bruma, os fantasmas de minha mulher e meus pais me atormentavam a cada dia que se passava, então parti para novas terras para viver os dias restantes de minha vida. Quando fui surpreendido por um pequeno batalhão em roupas militares que parecia estar fugindo, eu também comecei a correr, só que na direção contrária, passei uns segundos correndo ás cegas até que fui surpreendido por soldados do Império, não entendia o que faziam naquela região selvagem coberta de neve, só sei que me deram uma ordem de prisão, ataram minhas mãos e me colocaram numa carroça onde havia dois soldados daquele batalhão desconhecido e um assaltante. Naquele comboio havia umas 3 carroças com todos os soldados do batalhão, estávamos sendo levados para algum lugar na qual eu não sabia. De repente, caí no sono.
Minutos(ou horas) depois fui acordado por um dos soldados, ele me falou algo sobre prisão, execução, Stormcloacks, não entendi muito bem, pois ainda estava sonolento, mas ele falou algo para o assaltante que o outro soldado era Ulfric Stormcloack, o verdadeiro Rei Supremo de Skyrim, isso foi absurdo para mim, reis deveriam estar em seus palácios, não em carroças a caminho de uma execução.
Chegamos depois a uma cidade que mais parecia um vilarejo, lá seria meu fim, tudo por que lutei foi em vão. Desembarcamos  na praça da cidade, na porta de um forte, descemos todos da carroça, nossos nomes eram anotados pelo escrivão, quando chegou a minha vez, descobri que meu nome não estava na lista, mas mesmo assim, a comandante ao lado do escrivão ordenou a minha execução. Depois, um soldado com roupas de general conversou algo com o suposto Rei Supremo de Skyrim, aí entramos na fila da execução. Um soldado foi o primeiro, na hora em que ele marchava para a pedra de execução, ouvimos sons estranhos, mas ninguém deu importância, sua cabeça foi separada do seu corpo instantes depois, até que chegou a minha vez.
Eu me aproximava da pedra quando ouvimos aqueles sons de novo, mas ninguém se importou, me colocaram sobre a pedra, o carrasco erguia o machado, era o meu fim.
Mas apareceu algo no céu, algo que eu nunca havia visto antes, algo traiçoeiro que possuía asas negras e olhos vermelho-sangue, pousou sobre a torre do forte e gritou algo que eu não entendi, mas começou uma chuva de pedras flamejantes que destruiu uma parte considerável da cidade.
Eu nunca havia visto aquilo, mas lembrava dele de alguma forma, de sonhos ou qualquer outra coisa. Mas depois daquele evento, eu só tinha uma certeza: os dragões retornaram.